sábado, 23 de agosto de 2008

Tanto já se disse.
Tanto já se fez.

E eu, de novo,
Nada disse e nada fiz.

Leve pesar na consciência
Em instintos conscientes,
Na procura de algo mais
Que uma existência menor.

-HSO-

segunda-feira, 9 de junho de 2008

ÁGUA

Hidrogénio e oxigénio juntando,
E vai água serra abaixo..., tão pura,

Fazendo ao fogo sombra escura,

E vida e som à natureza dando.

Correndo vai nas pedrinhas rolando,

O vizinho namora e lhe murmura

Que darão espelho à lua na sua jura

Em largo rio que já vão formando.


E assim nascem nestas madrugadas

Belas ninfas com sede de Amor

Bebendo do olhar lágrimas salgadas.


Pede voz, um barquito, ao sonhador;

Chega à foz e, ao mar, vê velas lançadas

Mesmo a tempo de o Sol se pôr.

- HSO, 1997 -

segunda-feira, 26 de março de 2007

Uma espécie de Grandes Portugueses

Ai Portugal, Portugal...

O concurso Grandes Portugueses da RTP chega ao fim com a vitória de Salazar seguido por Cunhal, isto, apesar de ser apenas um concurso, não define quem é o grande português, mas sim quem são os portugueses.

Ao longo do programa sempre se procurou um português universal que realmente tenha projectado Portugal no mundo. E, afinal, foram os portugueses de hoje que não souberam ser grandes, acabando por dar esta triste imagem de Portugal ao mundo.

Mais uma vez, como já vem sendo hábito, venceu o clubismo. Esta cegueira popular de apenas ver o seu partido ou clube.

Diziam os Romanos sobre os Lusitanos que este povo "não se governa nem se deixa governar". Cá está a prova! Este povo nem bom para si próprio sabe ser.

Secou o jardim de poetas à beira-mar plantado!

sábado, 24 de março de 2007

O Poder e o seu Povo

A temática do Poder despertou-me o interesse em consequência de tanto ouvir em conversas de café e na opinião pública a tradicional acusação de o Poder não olhar pelo seu Povo. É, de facto, um velho conflito! E resolvi fazer uma breve reflexão.

Querendo ser breve e apenas suscitar a reflexão, as questões são as seguintes:
1. Qual a origem dos membros do Poder e do Povo?
2. Qual a ligação entre eles?

Pois bem, a verdade esquecida é mesmo esta origem. Os membros do Poder em monarquia eram nobres, cuja ascendência não reflectia as características do seu povo. Por exemplo, os Reis casavam-se com membros da realeza de outros países, o que criou entre os vários réis europeus ligações familiares, ou seja, eram uma grande família europeia cujas características físicas não reflectiam as do povo que governavam pois não eram um deles no sentido de nativo de um país. Os países eram na prática uma espécie de grande quinta que podia mudar de dono por herança. Tal como aconteceu com Portugal após a morte do Rei D. Sebastião, passando este país “quinta” para a posse de D. Filipe II de Espanha, que era familiar de D. Sebastião e tinha direito à herança.

Este é o problema das monarquias, em que a referência a um SEU povo é no sentido de posse de uma terra. Assim, a ideia era o povo nativo dessa terra proporcionar uma melhor vida ao senhor da terra e não exactamente o contrário.

A implantação da República e da democracia veio dar a oportunidade de efectivamente os membros do Poder serem também membros do Povo. A partir desse momento passou a existir realmente um País. Um País que não é posse de ninguém nem pode ser herdado e anexado às posses de uma família.

No entanto, infelizmente, o desempenho do poder parece ainda estar agarrado ao sentido de posse, apesar de temporária. É necessário esquecer modelos antigos e hoje em dia injustificados. Agora, Poder e Povo são nativos de um País com o objectivo de melhorar a vida dos seus (todos nós).

quarta-feira, 14 de março de 2007

auto-escravatura

"Você se especializa em alguma coisa até um dia descobrir que a coisa se especializou em você." (Arthur Miller)

sexta-feira, 9 de março de 2007

Questão Ambiental

Image:Solar Panels.jpg
Com as questões ambientais na ordem do dia, a União Europeia propõe que, até 2010, 20% do total de energia consumida na União provenha de fontes renováveis e ainda, até 2020, uma redução de 20% das emissões de gases com efeito de estufa, em relação aos níveis de 1990 . Tal notícia parece-me promissora, no sentido em que põe a Europa a liderar alguma coisa a nível mundial, ou seja uma estratégia global para o ambiente.

Contudo, será isto suficiente? Não me refiro aos números, mas sim à estratégia muito focada na energia. Afinal qual a Questão Magna das alterações climáticas?

De toda esta questão sabemos já duas premissas que devem estar sempre presente:
1. O clima do planeta sofre mudanças naturais desde sempre.
2. A acção do homem acelerou estas mudanças naturais.

Ora, talvez devido à mediatização do problema, apenas nos temos debruçado sobre o segundo ponto. Com certeza, é a nossa forma de nos redimirmos de alguns excessos.

A verdade é que atacar somente o segundo ponto apenas adia o problema, ao tentar desacelerar o inevitável do primeiro ponto. Existem diversos estudos que por muito diferentes que sejam, em relação a números, todos indicam como efeitos das alterações climáticas entre outros a subida do nível do mar e o aquecimento global. Isto é o inevitável independentemente do seu grau de impacto.

Podemos e devemos ser mais racionais nos nossos consumos e melhor aproveitar o que a natureza nos oferece. Mas, para responder ao primeiro ponto, o homem tem de se adaptar ao inevitável. Sempre foi a chave da sobrevivência neste planeta.

Ou seja, se sabemos que o nível do mar irá subir é necessário deixar livre faixas costeiras para que ele possa subir sem prejudicar ninguém. É preciso uma aplicação séria do planeamento do território e de facto impedir a construção em locais onde um dia (pelo menos nos próximos 100 anos) serão do mar. Obviamente não me refiro a pequenos bares à beira-mar pois são de carácter temporário, mas sim a construção mais permanente.

Hoje em dia, com o conhecimento da natureza que o homem possui, já temos mapas globais de localização das principais falhas sísmicas, de vulcões e outras inevitabilidades naturais. A verdade é que se continua a construir desenfreadamente em Los Angeles, plena falha de Santo André. Um dia o inevitável voltará a acontecer causando prejuízos a milhões.

O que falta? Falta vontade política, para definir zonas de verdadeiro risco e disciplinar a ocupação do território de forma que a população viva em segurança e a natureza tenha espaço para se manifestar.

domingo, 4 de março de 2007

Senna x Piquet



Diz que é uma espécie de rally!
Parece que Nelson Piquet passou ao lado de uma brilhante carreira nos rallys ...ou não!
De qualquer modo é uma das mais fantásticas ultrapassagens da história da F1.
E o jovem Senna aprendeu a lição :)