E vai água serra abaixo..., tão pura,
Fazendo ao fogo sombra escura,
E vida e som à natureza dando.
Correndo vai nas pedrinhas rolando,
O vizinho namora e lhe murmura
Que darão espelho à lua na sua jura
Em largo rio que já vão formando.
E assim nascem nestas madrugadas
Belas ninfas com sede de Amor
Bebendo do olhar lágrimas salgadas.
Pede voz, um barquito, ao sonhador;
Chega à foz e, ao mar, vê velas lançadas
Mesmo a tempo de o Sol se pôr.
- HSO, 1997 -
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